quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Rainhas de abelhas sem ferrão podem ser produzidas em larga escala


A multiplicação de colônias de abelhas sem ferrão ganha novo impulso com as inovações obtidas por um grupo de pesquisadores. Larvas que dariam origem a operárias são retiradas da colônia e superalimentadas em laboratório até se desenvolvem em rainhas. Dessa forma, é possível produzir milhares de rainhas a partir de uma única colônia matriz.

Para ver imagens da criação de abelhas rainhas in vitro, clique aqui.

O trabalho consta em artigo dos pesquisadores Cristiano Menezes (Embrapa Amazônia Oriental), Ayrton Vollet-Neto (Universidade de São Paulo) e Vera Imperatriz Fonseca (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) que ganhará as páginas da revista Apidologie, uma referência na área de abelhas. 

Embora a técnica tenha sido desenvolvida pela pesquisadora Conceição Camargo há cerca de 40 anos, os resultados ainda eram muito baixos. “A meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) é uma atividade que tem crescido e as colônias disponíveis ainda são insuficientes para atender à demanda”, avalia o pesquisador Cristiano Menezes. Com as inovações da pesquisa ora publicada, colônias poderão ser reproduzidas em larga escala. 

Técnica - Na maior parte dos gêneros de abelhas sem ferrão, a rainha não provém de uma linhagem especial, mas é resultado da maior ingestão de alimentos. “Larvas que comem pouco se tornam operárias e larvas que comem muito geram rainhas”, resume Menezes. Dessa forma, é possível manipular a alimentação das larvas para induzir a formação de rainhas. No ambiente natural, as células onde são depositadas as larvas das futuras rainhas recebem até oito vezes mais alimento do que aquelas destinadas às operárias.

A pesquisa tratou de estudar e aprimorar os protocolos já estabelecidos para criação das larvas de abelhas rainhas. “Os alvéolos de cera anteriormente usados para colocar o alimento e as larvas foram substituídos por placas de acrílico, melhorando a assepsia e acelerando o processo”, explica Menezes. Além disso, diferentes opções de controle de umidade foram avaliadas e um protocolo mais adequado foi estabelecido. Novos procedimentos na coleta do alimento larval e das larvas também foram adotados. “Depois de muitos experimentos foram obtidas taxas de até 98% de sobrevivência entre as larvas criadas em laboratório”, afirma Menezes.

O trabalho foi realizado com a espécie Scaptotrigona depilis, conhecida popularmente como mandaguari. Essas abelhas formam colônias populosas (cerca de 10 mil), produzem grande quantidade de mel e são importantes polinizadoras de culturas agrícolas, como morango e café.

Essa técnica de produção de rainhas in vitro também pode ser usada para a maioria das outras abelhas sem ferrão, entre elas a "abelha mosquito" (Plebeia minima), potencial polinizadora de cupuaçu; a “canudo” (Scaptotrigona postica), potencial polinizadora de rambutã, taperebá, açaí, além de grande produtora de mel; e a “marmelada” (Frieseomelitta varia), espécie ótima para produção de própolis na região amazônica.

Além de aperfeiçoar a multiplicação de colônias de abelhas sem ferrão, o novo método também vai contribuir com os trabalhos de melhoramento genético. “Ao se identificar entre diversas abelhas rainhas a mais produtiva, será possível reproduzi-la mais intensamente”, conclui Menezes. Segundo o pesquisador, a técnica também oferece novas possibilidades para o estudo da biologia do desenvolvimento das abelhas sem ferrão, bem como o efeito de doenças e produtos químicos na saúde desses insetos.

O artigo An advance in the in vitro rearing of stingless bee queens já está disponível (online first) no site da revista Apidologie: http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs13592-013-0197-6

por Vinicius Soares Braga com Cristiano Menezes
Embrapa Amazônia Oriental

via Rosângela Evangelista da Silva Comunicação Embrapa/Brasília/DF

Encontro Microrregional do Agronegócio discute parceria com prefeituras


Reunião em Varginha será realizada nesta quinta-feira

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por intermédio da Subsecretaria do Agronegócio, realiza nesta quinta-feira (21), em Varginha, o Encontro Microrregional do Agronegócio do Baixo Sapucaí. 

O evento tem o apoio da Associação Microrregional (Ambasp) e vai reunir prefeitos, secretários municipais de Agricultura, presidentes de cooperativas, sindicatos de produtores rurais e dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável, técnicos da Emater, IMA e Epamig, pesquisadores, professores e estudantes de ciências agrárias de universidades.

Este encontro faz parte de uma série que já está programada ao longo do ano em diversas regiões mineiras. Segundo o subsecretário do Agronegócio, Baldonedo Arthur Napoleão, a aproximação com os municípios tem por objetivo, principalmente, a valorização do papel das lideranças e dos executivos municipais no apoio ao desenvolvimento da agropecuária local. “A ideia é criar condições para que as prefeituras e instituições representativas locais atuem efetivamente na promoção do crescimento do setor, em parceria com o Estado”, explica.

De acordo com o subsecretário, durante o evento, serão apresentadas duas propostas com o objetivo de instrumentalizar as prefeituras para que tenham condições de assumir um papel de liderança no fomento da atividade. Uma delas é a apresentação de um modelo de projeto de lei para a criação de secretarias municipais de agricultura nas cidades onde elas ainda não existem.

Departamento Agropecuário
A outra proposta, segundo Baldonedo Napoleão, é a criação de um Departamento Agropecuário (Depagro) em cada associação microrregional de municípios. “Este departamento vai desenvolver suas atividades em estreita articulação com as políticas públicas estabelecidas pela Seapa e suas instituições vinculadas (Emater, Epamig, IMA e Ruralminas), com as instituições de ensino e pesquisa que operam no apoio ao desenvolvimento agropecuário e, especialmente, com as secretarias de agricultura dos municípios que integram cada associação”, afirma.

O evento também é uma oportunidade para apresentar os principais programas agropecuários desenvolvidos pela Seapa e as entidades que compõem o Sistema Operacional da Agricultura, além de trabalhos desenvolvidos por instituições parceiras. No encontro de Varginha, serão apresentados os programas Minas Leite e Minas Carne, Agricultura de Baixo Carbono, a utilização de subprodutos agropecuários na alimentação animal, o panorama do desenvolvimento florestal no Estado e da cadeia produtiva da cachaça, os cenários mundial, nacional e mineiro do agronegócio e o papel dos municípios, e o uso da macaúba como matéria-prima para produção de biodiesel.

“Os temas são escolhidos de acordo com a aptidão, a demanda e o interesse de cada região. Nosso interesse é que toda a informação técnica disponível seja levada às lideranças regionais e que seja transformada em conhecimento”, afirma Baldonedo.

A meta da Subsecretaria do Agronegócio é realizar de 8 a 15 encontros microrregionais neste ano. Alguns eventos já estão confirmados nas regiões do Alto Rio Grande (Lavras), região dos municípios da região de Inconfidentes (Itabirito), Circuito das Águas (Caxambu), Campos da Mantiqueira (Barbacena) e Vale do Paraibuna (Juiz de Fora).

Encontro Microrregional do Agronegócio do Baixo Sapucaí
21/02/2013 (quinta-feira)
9h às 17h
Rua Presidente Evaristo Soares, 20 – Vila Pinto Varginha/MG
Auditório Raymundo Cândido – OAB

via Márcia França | Comunicação SEAPA

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

“Boi Sábio” é o novo personagem da Ourofino Agronegócio


Experiente no campo, personagem será aliado do produtor brasileiro, com dicas e soluções para a pecuária

Ele viveu na roça por toda vida. Experiente e matuto, já enfrentou grandes desafios. Hoje, com sua sabedoria e inteligência, chega para ser o aliado do produtor brasileiro, com dicas e soluções para a vida no campo. O Boi Sábio é o novo personagem da Ourofino Agronegócio, empresa brasileira que atua na fabricação de produtos veterinários e defensivos agrícolas.

Criado com o objetivo de estreitar e intensificar a relação de confiança com os clientes, o personagem estará a partir de agora presente em todos os canais de comunicação da companhia, orientando os pecuaristas de forma simples, rápida e didática sobre como aliar produtos, protocolos e manejo para garantir a saúde dos animais. Com experiência no assunto, os conselhos do Boi Sábio serão impressos em materiais da empresa, sempre acompanhados pelo jargão “Já dizia o Boi Sábio”.

“Ele é inteligente, confiante e, acima de tudo, experiente. Já viveu muitas situações no campo e, por isso, pode auxiliar os colegas. É como se fosse o vizinho da fazenda que já vivenciou muito e, por isso, tem história para contar”, explica Claudia Schmidt, publicitária e gerente do Departamento de Criação da Ourofino. Com a vivência do Boi Sábio, o produtor rural aprenderá, por exemplo, as melhores soluções no combate à diarreia, à tristeza parasitária, à mastite, aos carrapatos, às moscas e aos bernes e verminoses em geral.

“A Ourofino possui um grande portfólio de produtos e oferece soluções para diversas situações vividas pelo produtor para manter a sanidade dos bovinos de corte e de leite. O Boi Sábio vai ensinar os pecuaristas a utilizar os nossos produtos de maneira mais eficiente, de modo a obterem os melhores resultados”, explica Jean Pericole, médico veterinário e gerente de produtos da Linha Bovinos de Leite.

O lançamento oficial do Boi Sábio será no dia 19 de fevereiro no programa “Ourofino em Campo”, transmitido pelo Canal do Boi (via parabólica) em diferentes horários: 7h05, 12h45, 17h05 e 18h45. O personagem, com suas mensagens e ensinamentos, vai ilustrar materiais impressos da companhia, produções audiovisuais, redes sociais e pontos de venda em todo o Brasil.

Sobre a Ourofino Agronegócio
Com 25 anos de história, a Ourofino Agronegócio é uma empresa brasileira que atua na fabricação de produtos veterinários e defensivos agrícolas. A companhia possui duas unidades fabris (Cravinhos–SP e Uberaba–MG) e emprega de forma direta mais de 1.300 pessoas. Seus produtos são distribuídos e comercializados em todo território nacional e nos mercados de vários países. A companhia mantém convênios e parcerias com as principais universidades e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de novos produtos.

A Ourofino é a empresa brasileira mais bem colocada na lista do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sinadan). A Ourofino não só oferece ao mercado as melhores soluções em agronegócio, mas também leva qualidade à mesa do consumidor por meio de sua importante participação na cadeia produtiva de alimentos.

Giovanna Bambicini | Máquina 

Canadenses participam de evento sobre setor sucroenergético

Canadenses participam de evento sobre setor sucroenergético na FEA-RP/USP

"Brazilian Sugarcane Industry Overview" apresentará à comitiva da Escola de Negócios da Universidade de Alberta, do Canadá aspectos do setor sucroenergético no Brasil

Alunos e professores do MBA Natural Resources Energy & Environment (NREE), da University of Alberta School of Business (Canadá), chegam a Ribeirão Preto no próximo dia 20 interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre o setor sucroalcooleiro como fonte de energia renovável. O grupo participa do evento "Brazilian Sugarcane Industry Overview", que será realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-RP/USP).

O evento faz parte do itinerário dos canadenses, que ficarão no Brasil de 17 a 24 de fevereiro e passarão também pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda na região de Ribeirão Preto, eles visitarão uma usina sucroalcooleira, em São Joaquim da Barra.

De acordo com Roberto Fava Scare, um dos coordenadores do Agrofea, Programa de Pesquisa em Agronegócio da FEA-RP, o Brasil tem muito a ganhar com o interesse do Canadá pela indústria da cana-de-açúcar. "O interesse dos canadenses, que são muito preocupados com a questão de sustentabilidade, faz com que haja reconhecimento e abertura de novos investimentos no setor", avalia o professor e pesquisador, que será o mediador do evento.

Brazilian Sugar Cane Industry Overview
Durante o evento serão apresentadas duas palestras, em inglês. A primeira: New Challenges for Brazilian Sugar Cane Industry (Novos Desafios para a Indústria Brasileira de Cana-de-açúcar), será ministrada por Mairun Junqueira Alves Pinto, mestre em Adminstração de Organização pela FEA-RP e pesquisador da Markestrat.

Na segunda palestra, Eduardo Peres, CEO da empresa Agroenergia Comercializadora de Energia, falará sobre Natural Resources and Bio-Energy: The Role of Sugar Cane Industry in Brazilian Energy System (Recursos Naturais e Bioenergia: O Papel da Indústria de Cana-de-açúcar no Sistema Brasileiro de Energia).

Programação do evento:
9h00: New Challenges for Brazilian Sugar Cane Industry - Mairun Junqueira Alves Pinto (pesquisador da Markestrat)
10h30: Natural Resources and Bio-Energy: The Role of Sugar Cane Industry in Brazilian Energy System - Eduardo Peres (CEO Agroenergia)

Onde: Anfiteatro Prof. Dr. Ivo Torres (Bloco A da FEA-RP/USP)
Quando: 20 de fevereiro

via Comunicação FEA-RP/USP

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Conab vai levantar custo de produção do algodão colorido


Um grupo de técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai se reunir, na próxima semana, com representantes do setor produtivo de algodão colorido da Paraíba, para coletar informações que vão auxiliar no levantamento do custo de produção da fibra. Os dados farão parte de proposta do governo para a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Eles estarão, na segunda-feira (18), em São João do Rio do Peixe e, na terça-feira, em Juarez Távora, no interior do estado, quando ouvirão produtores rurais e representantes de cooperativas agrícolas e de organismos ligados à assistência técnica e de pesquisa, além de agentes financeiros.

O algodão colorido é utilizado em confecções artesanais em muitas regiões nordestinas e fonte de renda de muitas famílias, segundo informações dos próprios técnicos. O cultivo é realizado ainda de forma rudimentar e estende por uma área que já chegou a 1.800 hectares, mas que hoje não passa de 400 ha. 

O convite feito à Superintendência da Companhia no estado pelos produtores busca o apoio dos órgãos federais, principalmente agora que a seca na região destruiu plantações e vem dificultando o cultivo da fibra. 

via Raimundo Estevam/Conab

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP abre concursos


A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) está com as inscrições abertas para o concurso que selecionará um professor doutor para lecionar a disciplina Clínica das Doenças Nutricionais e Metabólicas, ligada ao Departamento de Clínica Médica.

O salário é de R$ 8.715,12 e as inscrições vão até o dia 8 de abril.

No dia 18 de fevereiro, serão abertas as inscrições para outro concurso para professor doutor, mas para lecionar na área de Criobiologia Aplicada à Reprodução Animal, do Departamento de Reprodução Animal.

O salário também é de R$ 8.715,12 e as inscrições seguem até o dia 18 de abril.

As inscrições para os dois concursos devem ser feitas no Serviço de Apoio Acadêmico da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, situado na Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, no Bloco 17, na Cidade Universitária "Armando de Salles Oliveira", em São Paulo.

Mais informações no site :

via | Agência FAPESP

Como as plantas funcionam


O Departamento de Ciências Florestais (LCF), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), está com inscrições abertas para o curso “Como as Plantas Funcionam”. A atividade mostrará ao aluno os conceitos básicos da fisiologia vegetal, com linguagem simples e acessível, com o incremento de práticas laboratoriais com os vegetais, elucidando os detalhes das reações fisiológicas, incluindo conceitos teóricos.

Todas as experiências compartilhadas nas aulas poderão ser utilizadas no final do curso, quando acontece um passeio a uma das Estações Experimentais do LCF. Durante a visita ao Horto Experimental de Anhembi ou Itatinga, no interior de São Paulo, os alunos assistirão a vídeos institucionais sobre o local, participarão de caminhadas e ganharão mudas de espécies nativas, estimulando a propagação da silvicultura urbana.

As aulas ocorrerão no Laboratório Didático Multiusuário do LCF, de março a junho de 2013, sempre às sextas-feiras, das 14h às 18h. O curso é gratuito e terá carga horária de 100 horas, com 64 horas presenciais e 36 horas não presenciais.

Para participar é necessário ter computador pessoal e uma conta de e-mail. As inscrições poderão ser realizadas até 28 de fevereiro, pelo site http://uspdigital.usp.br/apolo. Em 28 de fevereiro, os inscritos receberão contato pelo e-mail cadastrado com as instruções para efetuarem matrícula.

Informações adicionais com Alexandre Vendemiatti, pelo telefone (19) 2105.8654, ou pelo e-mail alvendem@usp.br .

via Caio Albuquerque | Comunicação/USP ESALQ