terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Lideranças do agronegócio se reunem no Rio Grande do Sul

ilustração
5ª Abertura Oficial da Colheita do Milho será sediada em Condor (RS)

Evento, promovido pela Apromilho-RS e Abramilho, reúne lideranças do setor agro brasileiro e reforça a importância da cultura para o Rio Grande do Sul 

As primeiras espigas da safra 2015/16 do Rio Grande do Sul serão colhidas por lideranças do setor agrícola na 5ª Abertura Oficial da Colheita de Milho. 

O evento, que acontece nos dias 11 e 12 de fevereiro, é realizado pela Associação dos Produtores de Milho do estado (Apromilho-RS) e a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) em parceria com a Prefeitura de Condor e o Governo do Rio Grande do Sul. 

A cerimônia marca o início da colheita do milho e tem como objetivo reforçar a importância da cultura para o Estado, além de destacar os avanços tecnológicos que têm contribuído para a produtividade da região, entre eles o sistema de irrigação. De acordo com Claudio Luiz de Jesus, presidente da Apromilho-RS, a expectativa é de que cerca de mil pessoas participem do evento que vem se consolidando na agenda do setor e que contará com a presença de representantes e autoridades do município e do Governo do Estado.

No primeiro dia do evento (11), Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura e atual presidente da Abramilho, fará uma palestra sobre produzir milho no Brasil, cultivar responsável por alavancar diversos segmentos agronegócio e também por contribuir com os resultados positivos da Balança Comercial do Brasil. 

A abertura oficial será realizada, dia 12, na Sementes Costa Beber, propriedade de Martiniano Costa Beber, que possui tecnologia de última geração na produção de milho. De acordo com o produtor, “Condor, e o Rio Grande do Sul, é um polo de tecnologia aplicada na irrigação. Com sistemas de ponta, já tivemos por aqui cinco safras em dois anos, e isso se deve às tecnologias que empregamos por aqui, já que temos um clima muito instável no Sul, com um período de estiagem que pode prejudicar a produção”. Martiniano espera que o preço do milho fique mais estável, favorecendo a cadeia de produção, que traz mais renda, emprego e desenvolvimento para a região.

O prefeito da cidade, José Francisco Cândido enxerga a abertura da colheita em Condor como uma oportunidade de mostrar o município para todo o País, e também para o mundo, já que a “região é um polo tecnológico que mostra os benefícios do investimento em práticas avançadas de irrigação. A produção primária do milho, junto com a Soja e o leite, representa 60% do PIB local, o que mostrar ainda mais a força do município no cenário econômico do país”. 

Para o presidente da Apromilho-RS, o evento é uma “oportunidade compartilhar com os demais produtores o uso de alta tecnologia aplicada aos sistemas de irrigação para a lavoura de milho e a importância da prática para a estabilidade da produção”. 

Dia 11/02
Local: Centro de Eventos
Rua Duque de Caxias. 349
20h – Palestra com Alysson Paolinelli (ex-Ministro da Agricultura e Presidente da Abramilho).

Dia 12/02
Local: Sementes Costa Beber, Linha Pontão dos Buenos, Condor/RS
13h00 – Recepção, credenciamento e organização dos grupos;
13h30 – Visita ao estande sobre apresentação do sistema de irrigação da lavoura; uso, manejo e conservação do solo; importância da cadeia produtiva do milho e qualidade na armazenagem; pesquisa, desenvolvimento em controle de gestão do agronegócio; avanços tecnológicos em máquinas e implementos agrícolas;

15h30 – Abertura Oficial da Colheita

Sobre a Abramilho 

A criação da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) no segundo semestre de 2007 nasceu de um movimento espontâneo dos produtores de milho, pela necessidade de se organizarem diante dos desafios nacionais e internacionais vivenciados pela cultura nos últimos anos. Não por acaso, os estoques de milho no Brasil estiveram baixos no final de 2007, como de resto nos demais países produtores, aqui incluindo Estados Unidos. Todos exportaram muito mais, atraídos pela alta inédita de preços, e também nesse caso o Brasil se incluiu, ostentando exportações perto de 11 milhões de toneladas.

Daniela Mesquita | Concept

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

EPAMIG disponibiliza novas publicações para download gratuito

No mês de janeiro foram disponibilizadas mais oito publicações técnicas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) para download gratuito no site www.epamig.br. As obras abordam controle biológico de pragas, tecnologias para agricultura familiar, produção eficiente de leite com vacas mestiças, aplicabilidade da irrigação, interações dos componentes do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, entre outros temas. Também estão disponíveis diagnóstico da cafeicultura e diagnóstico rural da microrregião de São João del-Rei.

De acordo com a chefe do Departamento de Informação Tecnológica, Vânia Lacerda, "todas as obras editadas pela Empresa são difundidas gratuitamente após cinco anos de publicação". São quase 500 publicações entre revistas, boletins técnicos, artigos, circulares técnicas e demais, que podem ser baixadas gratuitamente através do site. Outro meio de acesso às publicações é a biblioteca da EPAMIG. Além da busca presencial é possível consultar cerca de 6.000 títulos, entre periódicos, livros e outros no site da EPAMIG, no menu Biblioteca.


Bibliografia de concurso


Onze publicações da EPAMIG foram sugeridas como bibliografia do edital da Emater-MG para concurso público. As edições 279, 277 e 266 da revista Informe Agropecuário podem ser adquiridas na livraria virtual www.informeagropecuario.com.br. Já as edições 258, 240, 239, 226, 221, 209 e os Boletins Técnicos 83 e 78 podem ser baixados gratuitamente no site da EPAMIG www.epamig.br, em publicações, publicações disponíveis. 


Informe Agropecuário


Com mais de 40 anos de criação, a revista Informe Agropecuário da EPAMIG é um importante instrumento de apresentação de tecnologias capazes de promover qualidade e segurança aos produtos agropecuários.

Ao longo de mais de 280 edições retratou a história e os resultados da pesquisa agropecuária e os desafios para tornar o Brasil uma potência agrícola mundial, contribuindo para o avanço da Ciência, com impactos positivos para o desenvolvimento da agropecuária nacional e benefícios para os produtores rurais e o consumidor final.

Mais informações: Divisão de Promoção e Distribuição de Informações Tecnológicas da EPAMIG - (31) 3489-5002 /publicacao@epamig.br


Isabela de Lima Avelar Moura |Comunicação e Gestão de Projetos
EPAMIG Oeste - Uberaba, Patos de Minas, Araxá, Patrocínio

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Cobertura de vacina contra aftosa atinge 98% da meta nacional

Cerca de 165 milhões de bovinos e bubalinos – 98,04% da previsão – foram imunizados contra febre aftosa na campanha nacional de vacinação da doença. 

Foram vacinados 164,7 milhões de animais, de um total previsto de 168 milhões de cabeças, informou hoje (19) o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Com base em dados dos serviços veterinários estaduais, os índices de imunização neste ano mantiveram-se estáveis em relação à campanha do ano passado, quando foram vacinadas 164 milhões de cabeças, com índice de vacinação de 97,63%. 

A campanha deste ano começou em março, no Pará, e terminou em junho, no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Os estados com melhores índices de vacinação foram Rondônia (99,96%), Mato Grosso (99,82%) e Goiás (99,72%). No Acre, no Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul, no Paraná, em Rondônia e em São Paulo foram vacinados só animais até 24 meses. A vacinação não ocorreu no Amapá, que tem vacinação apenas uma vez ao ano, e em Santa Catarina, zona livre de aftosa.

Com isso, estavam previstos para ser vacinados 168 milhões de cabeças na primeira etapa da campanha. Os 3 milhões de bovinos e bubalinos não imunizados na primeira fase ainda estão sendo vacinados. Na segunda etapa, iniciada no mês passado, o restante do rebanho será imunizado, exceto o de Santa Catarina. A vacinação prossegue até dezembro.

De acordo com a Coordenação de Febre Aftosa do ministério, a cobertura vacinal no país é satisfatória, decorrente do esforço governamental e da iniciativa privada, que executa a vacinação.

Agência Brasil

domingo, 15 de março de 2015

Democratização da genética

Sistema de produção de leite desenvolvido em Minas Gerais, promove aumento da receita do pecuarista somando a venda do leite ao valor do bezerro de corte de qualidade. 

Intercâmbio favorece evolução da bovinocultura de leite e carne no Brasil. Bezerros de corte | Erasmo Reis /EPAMIG

Modelo foi apresentado a técnicos de 14 estados brasileiros durante treinamento do Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino Brasileiro (Pró-Genética), realizado nos dias 10 e 11 de março, em Felixlândia, na região Centro-Oeste de Minas Gerais.

Os técnicos conheceram o modelo, que utiliza fêmeas F1 (meio sangue europeu e meio sangue zebuíno) para produção de leite e de bezerros de corte, estudado na Fazenda Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), em Felixlândia há mais de 15 anos. Essas tecnologias geradas são levadas até o pecuarista mineiro por meio de programas como Minas Leite e Pró-Genética, com a interação entre Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, Epamig, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Os estudos apontaram que vacas mestiças, além do aumento da produtividade, foram capazes de produzir bezerros de qualidade, quando considerados o ganho médio diário e o peso do desmame, podendo contribuir para a sustentabilidade da produção. "A venda desses bezerros pode complementar a receita da propriedade, desmistificando a teoria que vacas F1 não produzem animais para a cadeia da carne", explica o pesquisador da EPAMIG, José Reinaldo Ruas, que coordena os estudos na Fazenda de Felixlândia. Ele explicou que a partir da adoção de técnicas de manejo na ordenha e alimentação, a média de produção passou de 2.000 kg para 3000 kg de leite por lactação. 

O temperamento ameno das vacas mestiças adaptadas à ordenha mecânica, chamou a atenção do agrônomo de Campina Grande (PB) Luciano Bezerra, que acompanhou o manejo na Fazenda Experimental."É possível perceber que as vacas são produtivas em ordenha mecânica, após o amansamento", ressalta. Para o zootecnista da Emater-DF Douglas Andrade, as demonstrações cumpriram a expectativa de viabilidade econômica do sistema. "É a parte que mais interessa ao produtor, além da possibilidade de este ter acesso à genética de qualidade", conclui.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Cruz Reis Filho, os avanços do Pró-Genética em Minas vão além do aspecto econômico. "A capacidade multiplicadora do Programa melhora a satisfação do produtor rural e a qualidade de vida de sua família". Segundo o secretário, o programa  implantado em 2007 no estado terá como extensão o Pró-Fêmeas, iniciativa que visa melhorar o plantel, principalmente dos pequenos produtores rurais.

Também foram apresentadas aos participantes, as perspectivas da bovinocultura e resultados positivos que tornaram Minas Gerais, maior produtor de leite do Brasil, pioneiro no incentivo a pequenos produtores rurais na utilização de animais geneticamente superiores no cruzamento, a partir de tecnologias de fácil aplicabilidade e de administração simples. De acordo com o presidente da EPAMIG, Rui Verneque, houve um avanço em tecnologias para o desenvolvimento da bovinocultura de dupla aptidão. "A pesquisa busca respostas para outros desafios como, aperfeiçoar técnicas de automação para minimizar a questão da falta de mão de obra nas propriedades", exemplifica.

Os criadores interessados na melhoria do seu rebanho, devem procurar a Emater-MG e ABCZ para terem acesso a touros e fêmeas de alta qualidade genética de diversas raças bovinas adaptadas para a produção de carne e leite.

Comunicação | EPAMIG

sábado, 31 de janeiro de 2015

Novo sistema de manejo conserva a palmeira-juçara

As questões sobre a compatibilidade do desenvolvimento socioeconômico e a conservação da biodiversidade nas regiões tropicais têm sido um dos grandes desafios da humanidade. 

Estudo busca alavancar recuperação e conservação da palmeira-juçara da espécie | Foto: Saulo Souza

Assim, para alavancar a conservação e a recuperação da palmeira-juçara (Euterpe edulis) e, ao mesmo tempo, trazer melhoria dos meios de vida das populações humanas das regiões de Mata Atlântica, uma pesquisa foi desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pelo doutorando Saulo Eduardo Xavier Franco de Souza. A orientação foi do professor Edson José Vidal da Silva, do Departamento de Ciências Florestais.

A juçara é uma espécie importante ecológica, cultural e economicamente. A polpa de seus frutos é semelhante à do açaí amazônico e sua produção tem sido realizada em diversas localidades do sul e sudeste brasileiro na última década. O uso dos frutos valoriza a sobrevivência das palmeiras. Já o corte de palmito, inevitavelmente, aumenta a mortalidade. Além disso, as sementes geradas do processo de beneficiamento são aptas a germinar, possibilitando a recuperação da espécie. “O manejo da juçara para frutos, pode representar uma oportunidade de trabalho e renda para as comunidades rurais, bem como estimular a sobrevivência e recuperação da espécie”, explica o doutorando.

Para a realização da pesquisa, que teve início em 2011, Souza estudou iniciativas de produção de polpa da juçara por quatro comunidades situadas no entorno e interior do Parque Estadual da Serra do Mar, núcleos Santa Virgínia e Picinguaba, nos municípios de Natividade da Serra e Ubatuba (SP). “Foram selecionadas as comunidades da Vargem Grande, Sertão do Ubatumirim, Sertão da Fazenda e Cambury, pois estão engajadas por mais tempo na produção de polpa”, destaca o pesquisador.

A pesquisa foi conduzida, principalmente, por meio de entrevistas com os comunitários e monitoramento da produção de frutos e da dinâmica populacional em parcelas permanentes instaladas em áreas manejadas pelas comunidades e não manejadas no interior do parque, que totalizaram 1,9 hectares. Essas parcelas também foram utilizadas para amostrar a diversidade de árvores, para que pudesse avaliar a complementaridade dessas áreas para a conservação de outras espécies também.

O estudo abrangeu os principais tipos de vegetação onde a juçara é manejada — florestas secundárias e sistemas agroflorestais. “Essas áreas recebem diferentes níveis de intensidade de manejo agroflorestal. Além disso, a amostragem também representou três faixas de altitude da Serra do Mar, Terras Baixas (até 50 m), Submontana (50-500) e Montana (500-1500)”, ilustra Souza.

Principais resultados

O pesquisador ressalta que a colheita dos frutos é feita de forma não destrutiva. Após a colheita, ainda sobram cerca de 70% dos cachos na área. Cada grupo colhe frutos de 10 a 30 palmeiras por dia, o que rende, em média, 87 quilos (Kg) de frutos e 45 litros de polpa. “A quantidade de frutos restantes sugere que a atividade não prejudica a fauna que depende dos frutos, apesar de ainda ser necessário aprofundar essa questão”, lembra o pesquisador. Observou-se, ainda, que o novo sistema de manejo da juçara pode contribuir com o fortalecimento comunitário a partir da diversificação da produção familiar e aumento de renda.

Para o pesquisador, um dos desafios para a sustentabilidade do manejo de espécies nativas consiste em garantir a reprodução da espécie enquanto produz e comercializa. “Acompanhamos 712 palmeiras por três anos e verificamos que os adultos produtivos rendem, em média, 5,6 Kg de frutos por ano, chegando a 21 Kg por palmeira. Também registramos a maior média do número de cachos por palmeira já observada para a espécie (3,1), bem como um padrão de redução deste número conforme aumenta a altitude”, destaca o agrônomo.

Estímulos à sobrevivência

Por fim, foram verificadas as tendências demográficas da juçara por meio de modelos matriciais. A maioria das populações tende à estabilidade nos próximos 100 anos, mas aquelas que morreram mais adultas podem reduzir até 3% ao ano. “As análises demostraram a importância da sobrevivência de adultos para a viabilidade populacional em longo prazo. Simulações estocásticas do aumento da taxa de colheita de frutos (até 100%) demonstraram não afetar significativamente a taxa de crescimento populacional. Dessa forma, a colheita de frutos juçara alinha-se com a principal estratégia de manejo recomendada para a saúde das populações da espécie: o estímulo à sobrevivência das palmeiras adultas”, reforça.

Antes de finalizar, Souza comenta que há menos de um ano foi editada uma resolução estadual para regulamentar o manejo de espécies nativas da Mata Atlântica (Res. SMA 14/2014). A juçara foi a primeira espécie contemplada com regras específicas em anexo a esta resolução, desta vez regulamentando o uso de frutos, sementes e mudas, além do palmito. “As experiências da Serra do Mar foram determinantes para tal. Assim, esta pesquisa sobre os sistemas de manejo de juçara na Serra do Mar se conclui em momento oportuno para ampliar a discussão com a sociedade sobre manejo sustentável na Mata Atlântica”, conclui o pesquisador.

Por Alicia Nascimento Aguiar | Esalq em Piracicaba

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Pós-doutorado em Avicultura na Unesp de Jaboticabal com bolsa da FAPESP

O Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Jaboticabal, tem uma vaga para pós-doutorado com bolsa da FAPESP, para atuar no desenvolvimento do Projeto Temático “Modelagem da produção e das exigências nutricionais de aves e peixes”.

Oportunidade é para atuar em Projeto Temático sobre modelagem de produção e exigências nutricionais de aves e peixes (foto: Unesp)

O projeto tem como objetivo estudar as exigências nutricionais de proteína e aminoácidos de aves e peixes, assim como o potencial genético. 

Os pesquisadores deverão aplicar os resultados gerados com aves para atualizar o software Avinesp, e os resultados do estudo com peixes, para desenvolver uma planilha eletrônica para calcular as exigências nutricionais.

Os candidatos deverão ter concluído o doutorado na área de Zootecnia ou Medicina Veterinária há menos de sete anos e não ter vínculo empregatício, para se dedicar exclusivamente ao projeto. Além disso, devem ter experiência em nutrição aminoacídica de aves e modelagem na nutrição de aves.

O projeto será dividido em quatro etapas. Na primeira, será estruturada a base de dados e feita a estimativa dos coeficientes do modelo fatorial. Em seguida, serão elaborados dois modelos de predição da produção de ovos – um para poedeiras comerciais e outro para reprodutoras pesadas.

Na terceira etapa, serão elaborados os modelos de simulação para poedeiras comerciais e reprodutoras pesadas. Na quarta, serão feitos e incluídos submodelos para corrigir efeitos externos sobre o consumo e os modelos completos serão avaliados e validados. Ao final, os pesquisadores desenvolverão um modelo computacional para produzir um software que estime exigências nutricionais e simule a produção de ovos.

A bolsa tem dois anos de duração. Os interessados podem se candidatar até 23 de fevereiro.

Os documentos necessários para a inscrição são: currículo Lattes (curriculum vitae para estrangeiros) contendo a lista de publicações, cópia da tese de doutorado (em PDF) e duas cartas de recomendação. Eles devem ser enviados, via e-mail, à coordenadora do projeto, Nilva Kazue Sakomura (sakomura@fcav.unesp.br).

Mais informações sobre o pós-doutorado estão em http://fapesp.br/oportunidades/757. Dúvidas adicionais podem ser esclarecidas com Daniella Donato (dzdonato@fcav.unesp.br).

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP (no valor de R$ 6.143,40 mensais) e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades. 

Agência FAPESP

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Emater-MG completa 66 anos

Emater-MG completa 66 anos com atendimento a 400 mil famílias de agricultores no Estado. Empresa está presente em 93% dos municípios mineiros

Alexandre Soares/Emater-MG

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) completa 66 anos de existência no dia 6 de dezembro e se consolida como referência em todo o país na sua área de atuação. Ela foi a primeira empresa do setor no Brasil e hoje está presente em 789 municípios, o que corresponde a 93% do Estado.

Os escritórios da Emater-MG garantem o atendimento a 400 mil famílias de agricultores. Em média, os agricultores familiares atendidos pelo serviço de assistência técnica têm renda quatro vezes maior que os demais. Isso significa ganho de produtividade e melhoria de vida da população. Além dos serviços de assistência técnica, a Emater-MG desenvolve programas e projetos que geram resultados ambientais, sociais e econômicos.

Minas Sem Fome

Com o Programa Minas Sem Fome foram beneficiados, nos últimos dois anos, 250 mil agricultores com projetos de horticultura, avicultura, apicultura, abastecimento de água e outros. O Minas Sem Fome é um programa do Governo de Minas, gerenciado pela Emater-MG, com o objetivo de implementar ações que contribuam para a inclusão da população de baixa renda no processo produtivo, especialmente agricultores familiares.

O programa incentiva a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda, visando à melhoria das condições de segurança alimentar e nutricional. A Emater–MG é responsável pela mobilização dos agricultores, assistência técnica, compra e distribuição dos insumos.

Certifica Minas Café

Na cafeicultura, a Emater-MG desenvolve o programa Certifica Minas Café, em conjunto com a Secretaria de Estado de Agricultura e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A Emater-MG orienta os produtores para a adequação das propriedades às boas práticas agrícolas em todos os estágios da produção, atendendo também normas ambientais e trabalhistas reconhecidas internacionalmente.

No final do processo, a propriedade passa por uma auditoria independente e recebe um certificado. Atualmente, Minas conta com 1633 propriedades certificadas em 214 municípios. O Estado é o maior produtor nacional de café e responde por cerca de 50% da safra brasileira.

Minas Leite

Minas também é o principal produtor brasileiro de leite. Nesta área, a Emater-MG desenvolve o Minas Leite. O programa investe na qualificação gerencial e técnica das propriedades, gerando ganhos econômicos, sociais e ambientais. São priorizadas propriedades com produção de até 200 litros de leite/dia.

Atualmente, o programa conta com 1160 propriedades cadastradas, distribuídas em 386 municípios. Cada propriedade atendida pelo Minas Leite serve de modelo para outras dez propriedades vizinhas, o que garante um efeito multiplicador das ações do programa.

PNAE e PAA

A Emater-MG também orientou, nos últimos dois anos, 17 mil agricultores para fornecimento de produtos ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O PNAE é um programa do governo federal que estabelece que 30% dos recursos para a merenda escolar sejam destinados à compra de gêneros alimentícios produzidos por agricultores familiares. Já no PAA, os produtos da agricultura familiar são adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e distribuídos para creches, asilos, escolas públicas e instituições assistenciais.

Centros de Comercialização e Capacitação

O trabalho desenvolvido pela Emater-MG também proporcionou a inauguração dos Centros de Qualidade do Queijo Minas Artesanal de Medeiros e do Rio Paranaíba, do Centro Vocacional Tecnológico da Agricultura Familiar de Ponto dos Volantes e do Centro de Comercialização da Agricultura Familiar de São Francisco. São espaços estruturados graças a diversas parcerias desenvolvidas pela Emater-MG e que possibilitam a capacitação e a venda dos produtos regionais pelos agricultores familiares.

Brasil Sem Miséria

A Emater-MG também tem importante atuação no programa Brasil Sem Miséria, dos ministérios de Desenvolvimento Agrário (MDA) e de Desenvolvimento Social (MDS). Ela faz o diagnóstico e o planejamento de projetos produtivos das famílias que podem ser beneficiadas, além de orientar a execução dos mesmos. Cerca de 8,2 mil famílias, com renda de até R$ 77 mensais por pessoa, já foram assistidas pela Emater-MG. O MDA repassa os recursos a fundo perdido para a elaboração de projetos produtivos que gerem renda para as famílias.

Projeto Jaíba

O Perímetro de Irrigação do Projeto Jaíba, no Norte de Minas, está localizado entre o rio São Francisco, onde ocorreu o desvio para abastecer os canais, e o rio Verde Grande. A região se destaca como importante polo produtor de fruticultura, principalmente de banana, limão e manga. A área do projeto tem aproximadamente 1.830 pequenos produtores, que recebem assistência técnica da Emater-MG, além de 90 médios produtores e 55 empresários. A atual área irrigada do projeto, incluindo as etapas I e II, é de aproximadamente 20 mil hectares.

Preservação do Rio São Francisco

Uma das principais ações da Emater-MG na área ambiental é a de preservação da sub-bacia hidrográfica do Rio São Francisco, desenvolvida em parceria com a Ruralminas e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Foram beneficiados 56 municípios, com a construção de barraginhas - para captação da água da chuva - terraços e proteção de nascentes. O investimento da Emater-MG no trabalho foi de aproximadamente R$ 1,5 milhão.

Capacitação

A Emater-MG também irá proporcionar a capacitação de 400 técnicos com o curso de pós-graduação a distância em Extensão Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável. Nunca um número tão grande de extensionistas da empresa cursou, simultaneamente, uma especialização com carga horária de 360 horas.

Infraestrutura

Para possibilitar a excelência e a abrangência do atendimento aos agricultores do Estado, a Emater-MG fez grandes investimentos em infraestrutura nos últimos anos. Em 2014, a empresa renovou mais de 30% da sua frota, com a aquisição de quase 400 veículos. Também neste ano, foram adquiridos 640 notebooks para o trabalho dos técnicos e dezenas de projetores multimídia e impressoras. O sistema de telefonia da empresa também foi modernizado.

Emater-MG em números

- Municípios atendidos: 789 (93% do Estado)
- Agricultores atendidos: 400 mil famílias
- Programa Minas Sem Fome: 250 mil agricultores
- Programa Certifica Minas Café: 1633 propriedades em 214 municípios
- Programa Minas Leite: 1160 propriedades em 386 municípios
- PNAE e PAA: 17 mil agricultores
- Brasil Sem Miséria: 8,2 mil famílias até novembro
- Projeto Jaíba: 1.830 produtores atendidos
- Preservação da sub-bacia do São Francisco: 56 municípios
- Pós-graduação a distância: 400 técnicos na área ambiental
- Veículos: cerca de 400 unidades adquiridas
- Notebooks: 640 unidades adquiridas

Marcelo Varella | Comunicação – Emater-MG