sexta-feira, 25 de julho de 2014

5° Encontro de Produtores de Hortaliças

ilustração
Em comemoração ao dia do agricultor, acontecerá em 28 de julho, o 5° Encontro de Produtores de Hortaliças. Esta edição do evento abordará o tema “O clima e a agricultura nos próximos 30 anos”.

A atividade, aberta para produtores rurais e profissionais do setor, tem como objetivo apresentar e discutir, por meio de palestras, os cenários futuros da agricultura brasileira. O assunto principal será o aumento da temperatura e a deficiência hídrica para as plantas.

O evento acontecerá no Sítio Santana, localizado na Rodovia SP 127, Piracicaba-Rio Claro, km 20 – Piracicaba, SP, das 14h30 às 20h.

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00, na CPR que fica na Avenida Pádua Dias, 11, bairro São Dimas.

Informações pelo telefone (19) 3429-4178 ou pelo e-mail cprural@usp.br.

A realização é da Casa do Produtor Rural (CPR) e IBS Mudas, com o apoio da Diretoria da ESALQ, Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx), Serviço de Cultura e Extensão Universitária (SVCEx), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ), Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SEMA), Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (GEAGESP/CEASA de Piracicaba) e do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura (CEPAGRI).

Programação

14h30 – Confirmação de inscrição e entrega de materiais
15h00 – Palestra: O clima e a agricultura nos próximos 30 anos (Professor Hilton Silveira Pinto – CEPAGRI/UNICAMP)
16h00 – Confraternização em comemoração ao “Dia do Agricultor”
20h00 – Encerramento

Lucas Jacinto | Comunicação USP ESALQ

terça-feira, 13 de maio de 2014

Doutorando da Esalq conquista prêmio internacional

Gerhard Waller | Acom/ESALQ
A saúde intestinal das aves consiste no foco de estudos realizados pelo veterinário Cristiano Bortoluzzi (foto), aluno do programa de pós-graduação (PPG) em Ciência Animal e Pastagens, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), cuja dissertação de mestrado foi defendida no mês de fevereiro. 

Como bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Bortoluzzi também realizou, entre julho e setembro de 2013, um trabalho adicional em parceria com a Purdue University, em Indiana, Estados Unidos. O paper originário das duas pesquisas rendeu ao pesquisador o primeiro lugar do prêmio Alltech Young Scientist Competition da região América Latina.

O Alltech Young Scientist reúne os mais brilhantes pensadores científicos provenientes de faculdades e universidades do mundo todo. O programa oferece aos estudantes a oportunidade de serem premiados por suas pesquisas científicas e concorrerem internacionalmente no mais alto nível acadêmico. Dessa forma, Bortoluzzi, já premiado na primeira etapa da competição, participará entre 18 e 21 de maio, da competição global, que será realizada na matriz em Lexington, estado de Kentucky, durante o 30º Simpósio Anual da Alltech.

José Fernando Machado Menten, docente do Departamento de Zootecnia da ESALQ e orientador de Cristiano, revela que sempre que se encontra diante de um orientado com formação em veterinária, tenta dirigir os estudos destes pós-graduandos na área de saúde intestinal das aves. “Esse assunto tem sido muito estudado ultimamente porque é muito importante para a eficiência da produção de aves”, declarou.

Menten segue revelando que a empresa AllTech possui uma interação muito grande com universidades, incentivando jovens cientistas a aplicarem altas tecnologias em suas pesquisas. “O Cristiano conquistou o primeiro lugar na América Latina e agora seguirá para o simpósio nos Estados Unidos, ocasião em que os quatro concorrentes finais, provenientes de todas as regiões do mundo, irão apresentar seus trabalhos nesta etapa global”, concluiu.

Para Cristiano Bortoluzzi, ganhar esse prêmio é um estímulo para continuar nessa área. “Na verdade, meu interesse em fazer pós-graduação nasceu desde o meu terceiro ano de graduação. A professora Jovanir Fernandes da UFPR Palotina, com quem eu trabalhava na época, me estimulava muito também. Além disso, quando fiz meu estágio de conclusão de curso na Embrapa, o pesquisador Gustavo Lima, que é agrônomo formado na ESALQ, me incentivou fazer pós-graduação na ESALQ”, revelou.

A pesquisa premiada

O trabalho de Bortoluzzi aponta que as doenças entéricas (moléstias que provocam sintomas que variam de gastroenterite leve a infeções sistêmicas potencialmente fatais e diarreia grave) causam prejuízo na indústria avícola, pois ocasionam perda de produtividade, reduzem o bem estar das aves e desequilibram o microbioma intestinal, ponto central da pesquisa desenvolvida aqui na ESALQ. O pesquisador relata que os beta-ácidos, substâncias extraídas do lúpulo e utilizadas nos experimentos, possuem atividade microbiana. “Além do trabalho que conduzi aqui no Brasil, levei o produto aos Estados Unidos e lá avaliei a expressão gênica intestinal de aves a fim de avaliar o efeito anti-inflamatório desse composto”, explicou o cientista.

Bortoluzzi explica que a literatura cita que além do efeito antimicrobiano, os beta-ácidos podem ter efeito anti-inflamatório. “Foi realmente o que aconteceu. Os beta-ácidos reduziram a expressão de genes relacionados com a resposta inflamatória e a conclusão a que chegamos é que utilizando-se dessa substância, de fato, há melhoria na saúde intestinal das aves, sendo essa substância uma alternativa aos antimicrobianos melhoradores de desempenho utilizados nas dietas de frangos de corte”, finalizou.

Alicia Nascimento Aguiar | Comunicação / Esalq

terça-feira, 19 de novembro de 2013

DuPont apresenta tecnologias para o mercado de etanol de milho

Por meio da divisão de Biociências Industriais, empresa oferece amplo portfólio de enzimas que permitem a conversão do amido em combustível 

Comprometida com o desenvolvimento de inovações que atendam as demandas por novas fontes de energia, a DuPont aposta no mercado brasileiro de etanol de milho e apresenta o seu amplo portfólio de enzimas para o processo de quebra e fermentação do amido. Por meio da divisão de Biociências Industriais, a empresa possui expertise para melhorias nos processos de produção devido às suas contribuições para o desenvolvimento deste mercado nos Estados Unidos, atualmente o maior do mundo. 

O lançamento oficial do portfolio ocorreu durante o Primeiro Fórum Brasileiro de Etanol de Milho, realizado no dia 27 de setembro na cidade de Sorriso, Mato Grosso. Promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja Brasil), o evento discutiu o incentivo à produção de etanol de milho no país como uma das alternativas para escoar a produção local de milho, que nesta safra alcançou cerca de 20 milhões de toneladas, volume bem superior ao consumo interno estimado em 3,5 milhões de toneladas. 

“Temos experiência e tecnologia capaz de potencializar esse crescimento no país”, declara Eliane Contini, diretora da unidade de Biociências Industriais da DuPont América Latina. Atualmente, a empresa possui enzimas que aceleram o processo de produção do combustível com baixo consumo de energia, melhorando a produtividade. “Nossa atuação no mercado norte-americano trouxe uma experiência importante, que foi decisivo para aprimorar as nossas enzimas”, destaca a executiva.

Segundo dados da Aprosoja MT, o processo de produção de etanol de milho transforma 1 tonelada de milho em 220 quilos de DDGs (concentrado proteico), 380 a 400 litros de etanol e 18 litros de óleo degomado, produtos estes que dão um faturamento superior a R$ 700,00 a tonelada, em comparação com R$ 200,00 faturados com a venda do milho in natura.

Processo atual de fermentação

Atualmente, a DuPont oferece para o mercado brasileiro de etanol de milho enzimas com elevado desempenho e que proporcionam baixo consumo de energia ao longo do processo de fermentação do amido. O resultado está associado com o avanço dessa tecnologia, que permitiu a exclusão de algumas etapas do processo de produção. 

Na operação tradicional, a produção do etanol de milho alcançava a temperatura média de 105oC e contemplava etapas de injeção de vapor na solução de amido, proporcionando uma mistura melhor para a fermentação. Hoje, as enzimas proporcionam uma redução significativa no consumo de energia, resultado que foi possível graças à melhor performance do processo enzimático e que levou à exclusão de duas etapas do processo de produção: injeção direta de vapor de água (Jet Cooker) e tanque de sacarificação. 

“Com as novas enzimas, conseguimos reduzir a temperatura para 80oC – 85oC, levando à exclusão de alguns processos. Dessa forma, tornamos a produção mais ágil e rentável”, explica João Marcelo Occhiucci, representante de Vendas da divisão de Biociências Industriais para a DuPont América Latina. Segundo o executivo, a DuPont já trabalha em uma nova geração de enzimas que em um futuro próximo reduzirá ainda mais a temperatura do processo de produção.

Atualmente, a DuPont disponibiliza as tecnologias abaixo para o mercado de etanol de milho. Vale ressaltar que os produtos da companhia possuem diferenciais competitivos importantes, acelerando o processo de produção sem prejuízos na qualidade final do produto.

Sobre a DuPont:  www.dupont.com.

via Natalia Fernandes | DuPont

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Sertão baiano foi beneficiado por programas federais

Na região do sertão da Bahia, a participação e ingresso de agricultores em programas de incentivo do governo federal, nos anos de 2009, 2010 e 2011, teve um efeito positivo. 

Programas PNPB e PNA fortaleceram produtores do sertão da Bahia | Vinícius Morende

No município de Morro do Chapéu (BA) ocorreu a profissionalização do cultivo da mamona, impulsionada pelo Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) que, juntamente com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), tinham como objetivo fortalecer a agricultura familiar.

Para entender como a vida daqueles agricultores a partir daquele momento, o jornalista Vinícius Navarro Morende pesquisou e comparou os efeitos econômicos e políticos das duas iniciativas (PNPB e PNA) aplicadas na região, no então governo Lula. A dissertação de mestrado Plantar alimento ou combustível? Formação territorial no sertão baiano foi apresentada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, sob orientação do professor  Sidnei Raimundo.

Os programas
O PNPB visava estimular a agricultura familiar da região a investir nas plantações de mamona. Para tanto, o governo comprava grandes safras do produto para a produção de biodiesel. Com a valorização da cultura, os agricultores passaram a ganhar muito mais dinheiro e a mamona passou a ser tratada como comodity. “Os agricultores deixaram de vender aos poucos e passaram a armazenar grandes quantidades”, explica Morende. Para o agricultor familiar do semiárido, isso representou uma grande mudança.

Com grandes lucros, os agricultores furaram poços para obter água e compraram equipamentos. O PNPB gerou um volume de rendas e empregos inéditos e ajudou a profissionalizar a agricultura na região. Além disso, os produtores tinham acesso a assistências técnicas que acompanhavam as propriedades que estavam produzindo mamona para o programa. Eram ensinadas técnicas consideradas certas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O acesso a essas técnicas qualificou os produtores com o conhecimento técnico e científico, com o objetivo de aumentar a produção.

No programa, a Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar (COOPAF) fazia um intermédio, auxiliando os agricultores na venda das safras da mamona para as grandes empresas envolvidas na produção do biodiesel, como a Petrobrás.

Segundo o pesquisador, o PNPB desenvolveu a cidade como um todo: as estradas passaram por reformas, propriedades rurais inativas voltaram a produzir, houve maior fixação do homem no campo, que absorveu a mão de obra da região e evitou migração para outros centros urbanos.

Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi parte do programa Fome Zero e sua função é incentivar a produção de alimentos, também por meio da agricultura familiar, com garantia de preços mínimos regulados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Há incentivos para a plantação e produção de alimentos na localidade.

O PAA também conta com o apoio da COOPAF, que comprava produções de artigos como biju, farinha, mel, derivados da mandioca, etc, provindos de famílias da região, montava pacotes com esses produtos e doava para famílias carentes da região. A COOPAF acessava verbas do governo federal para a compra dos produtos. O PAA garantia a compra de mercadorias, gerando renda estável (antes do PAA, os produtores vendiam seus artigos em feiras da região, sem garantia de venda total), mas cobrando regularidade de produção.

Segundo o pesquisador, no Morro do Chapéu o PNPB acabou por atrair mais que o PAA, então passou-se a investir mais em combustível que em alimento. O beneficio era mais atrativo para a plantação da mamona. “O PNPB teve um volume muito maior de investimentos então os resultados dele são muito mais evidentes”, relata. O PAA teve efeitos menores, mas beneficiou muitas pessoas com geração de renda estável.

A desvalorização
O PNPB foi iniciado em 2007 e no ano de 2009 a empresa Petrobrás entrou como colaboradora, comprando safras. A chegada da gigante Petrobrás representou o boom da mamona, nos anos 2009, 2010 e 2011. A supervalorização aumentou seu preço a ponto de inviabilizar o uso da mamona para o biodiesel.

Como a mamona não era o único produto ideal para o biodiesel, a Petrobrás deixou de investir em sua compra e passou a investir ainda mais na soja, no ano de 2011. “A cultura da mamona passa por um período de instabilidade”, afirma Morende. Parte da produção é destinada à indústria de cosméticos, mas não há garantia de assistência técnica, diminuindo e desestabilizando a produção.

Aproximadamente 99% do biodiesel atualmente vem da soja, que não é um produto da agricultura familiar, mas do agronegócio. Essa mudança de foco no projeto representa um desvio do objetivo: “o principal beneficiário do programa deveria ser a agricultura familiar e não é o que vem acontecendo”, relata. Segundo o pesquisador, o estudo dá respaldo para que os agricultores cobrem as autoridades quanto aos rumos tomados pelo programa.

Por Rúvila Magalhães | Agência USP

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Primeiro Projeto Agroextrativista do Incra/MG é resistência a monocultura

Com a criação do primeiro Projeto Agroextrativista (PAE) do Incra/MG, comunidades tradicionais têm de volta território ocupado pela monocultura de eucaliptos na década de 80. 

O PAE Veredas Vivas, no município de Rio Pardo de Minas (MG), foi oficializado pela autarquia em solenidade realizada na sexta-feira (20), em Montes Claros (MG).

O ato de assinatura da portaria de criação integra as comemorações do Dia Nacional do Cerrado, dia 11 de setembro. A portaria será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

A fazenda Vereda Funda, com 4,9 mil hectares, foi doado ao Incra pelo Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter/MG) após ser discriminado como terra devoluta. Apesar de ainda viverem na região, as 100 famílias que serão alocadas viram seu território diminuído após o rápido avanço dos plantios de eucalipto na década de 1980.

Com a criação do PAE, estas famílias terão a concessão de uso coletivo de área onde poderão resgatar a cultura dos Geraizeiros baseada no extrativismo de frutos como o rufão, a mangaba, o pequi, entre outros. O Projeto prevê ainda a lavoura diversificada e a criação de animais soltos, traços típicos da cultura local.

Além da área comunitária, parcelas familiares foram demarcadas para a residência dos beneficiados. A área de reserva legal também já foi discriminada para a obtenção de licença ambiental.

“A criação desta modalidade de assentamento pelo Incra/MG abre perspectivas no campo dos direitos territoriais das comunidades tradicionais do sertão norte mineiro, principalmente daqueles localizados em terras devolutas do Estado de Minas Gerais”, observa Danilo Araújo, superintendente do Incra/MG .

Daniel Fleming | Comunicação Incra/MG

Boas práticas de manejo nas lavouras de milho Bt

Mato Grosso do Sul recebe campanha da Abrasem sobre boas práticas de manejo nas lavouras de milho Bt

Palestra realizada na cidade de Itapeva, São Paulo | Divulgação

Estado que é o terceiro maior produtor de milho do país contará com duas palestras de conscientização junto a produtores para abordar a importância de preservar a tecnologia do milho geneticamente modificado resistente a pragas 

Terceiro maior produtor de milho no país, o Estado de Mato Grosso do Sul receberá a partir desta semana a campanha nacional de conscientização da Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas) sobre as boas práticas de manejo nas lavouras de milho Bt, o milho geneticamente modificado resistente a pragas, que possibilita a racionalização do uso de defensivos e a proteção do potencial de rendimento da lavoura. A entidade reunirá agricultores para uma palestra sobre o assunto com o entomologista José Magid Waquil, no município de Dourados, no dia 26 de setembro, quinta-feira, às 19h, no Hotel Bahamas, localizado na avenida João Cândido da Câmara. Um segundo encontro com o consultor está previsto para a primeira quinzena de outubro, em Chapadão do Sul.  

O objetivo é orientar os produtores sobre a importância do manejo da resistência de insetos para evitar o processo de seleção de insetos-praga resistentes às toxinas produzidas pelas plantas geneticamente modificadas e preservar a eficiência e o potencial da tecnologia Bt, evitando prejuízos à lavoura. 

Iniciada em julho e realizada pelo quinto ano consecutivo, a campanha nacional da Abrasem já orientou agricultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Depois de Mato Grosso do Sul, serão realizados encontros nos Estados de Mato Grosso e Goiás. Além das palestras, a campanha conta com anúncios nos veículos de comunicação especializados no setor e distribuição de material explicativo. 

O site do projeto, que pode ser acessado no endereço www.boaspraticasogm.com.br, é outra importante ferramenta da ação, trazendo todas as informações necessárias para o produtor, incluindo dados técnicos, além de artigos e a programação de palestras. 

Coordenada pela Associação Paulista dos Produtores de Sementes (APPS), a campanha é resultado de um grupo de trabalho da Abrasem, com a participação de técnicos das empresas produtoras de sementes, e conta com o apoio da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). 

Sobre o milho Bt 

O milho Bt é obtido por meio da transformação genética de plantas de milho com genes da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), fazendo com que a planta produza proteínas tóxicas para algumas espécies de insetos. A tecnologia, criada em 1997 nos Estados Unidos, espalhou-se rapidamente devido a sua eficiência e há pouco mais de cinco anos é utilizada no Brasil, representando atualmente cerca de 80% das sementes de milho comercializadas no país.

Os especialistas no assunto explicam que, mesmo com a produção contínua das toxinas ao longo do ciclo, as plantas Bt podem não controlar todas as pragas existentes, pois na população dessas podem existir indivíduos naturalmente resistentes. Daí a importância do manejo da resistência de insetos (MRI). 

José Américo Pierre Rodrigues, superintendente executivo da Abrasem, explica que investindo simultaneamente no plantio de refúgio (plantio de áreas de milho não Bt adjacentes à plantação de milho Bt) e em outras práticas como a dessecação antecipada seguida de inseticida, controle de plantas daninhas, tratamento de sementes, monitoramento seguido de inseticida e rotação de culturas, o produtor conseguirá garantir a longevidade da tecnologia.

Os pesquisadores consideram que a melhor maneira de evitar o desenvolvimento de populações de insetos resistentes ao milho Bt é combinar lavouras de milho Bt com áreas plantadas com híbridos sem a tecnologia Bt. Dessa forma, os poucos possíveis insetos resistentes que sobreviverem na lavoura Bt irão cruzar com insetos suscetíveis presentes na lavoura de milho não Bt. Algumas possibilidades de "desenho" da lavoura, utilizando refúgio, estão disponíveis no site da campanha.

Na opinião do consultor José Magid Waquil, contratado para comandar as palestras, a campanha de conscientização é de grande importância para a preservação de uma tecnologia de grande valia para a agricultura nacional.  “O produtor precisa entender que a capacidade da ciência não é infinita e que ele precisa fazer a parte dele”, resume.

Waquil acrescenta que a receptividade nos encontros tem sido excelente. “Os agricultores têm se mostrado interessados em aprender e em executar as medidas preventivas. Acreditamos que no Mato Grosso do Sul, Estado de grande importância para a produção de milho no país, o interesse também será grande, o que será fundamental para o sucesso do projeto”, afirma.

Cássio Camargo, diretor executivo da APPS, ressalta a preocupação com a manutenção da tecnologia. Ele explica que, além de exigir uma quantidade muito menor de pulverizações, o milho Bt tem maior produtividade, tornando-se muito mais rentável. Mas salienta: “Precisamos preservar a qualidade dessa tecnologia, que é muito valiosa para a agricultura nacional”, diz.

As boas práticas de manejo da resistência de insetos

1 - Adoção de áreas de refúgio – O plantio e a manutenção das áreas de refúgio representam o principal componente do plano de Manejo Integrado da Resistência (MIR) das culturas Bt. O objetivo do refúgio é manter uma população de insetos-praga-alvo da tecnologia Bt sem exposição à proteína Bt. 

2 - Dessecação antecipada seguida de inseticida – As culturas antecessoras, assim como as plantas daninhas e voluntárias presentes no ambiente, podem hospedar as principais pragas que atacam a cultura do milho na fase inicial, influenciando a espécie predominante e a pressão inicial das pragas. Assim, no sistema de plantio direto, a pressão de pragas na fase inicial da cultura pode ser maior quando comparada ao sistema de plantio convencional. 

3 - Controle de plantas daninhas – Algumas plantas daninhas podem hospedar insetos-praga das culturas subsequentes, permitindo que uma quantidade significativa sobreviva nas áreas de cultivo no período da entressafra. Além disso, ervas daninhas podem ser fontes de lagartas em ínstares mais avançados, as quais apresentam maior dificuldade de controle pela tecnologia Bt. 

4 - Tratamento de sementes – O Tratamento de Sementes (TS) é uma prática que visa o controle de pragas subterrâneas e iniciais da cultura, período de grande suscetibilidade às pragas. Os danos causados por essas pragas resultam em falhas na lavoura devido ao ataque às sementes após a semeadura, danos às raízes após a germinação e à parte aérea das plantas recém-emergidas. 

5 - Monitoramento seguido de inseticida – O monitoramento é fundamental. A partir dele, toma-se a decisão de realizar ou não uma aplicação complementar de inseticida na lavoura. 

6 - Rotação de culturas – A rotação de culturas consiste em alternar o plantio de diferentes espécies de culturas na mesma área agrícola. Com ela, o produtor melhora as propriedades físico-químicas do solo e reduz a população inicial de alguns insetos-praga da cultura.Serviço

Palestra sobre “Manejo Integrado da Tecnologia Bt”, com o consultor José Magid Waquil, PHD em entomologia
Quando: dia 26 de setembro, quinta-feira, às 19h
Onde: Hotel Bahamas (Rua João Cândido da Câmara, 750, Dourados, MS)
Apoio: Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
Entrada gratuita

Sobre a Abrasem – Fundada em 1972, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas representa os produtores de sementes e mudas no Brasil, com o objetivo de congregar e orientar as entidades correlatas e associadas, além de coordenar e gerenciar assuntos em âmbito nacional de interesse de suas associadas e da agricultura nacional. Ao todo, a Abrasem reúne 13 associações de produtores de sementes e mudas, 126 laboratórios, 332 unidades de beneficiamento, 1.200 unidades armazenadoras, além do segmento de pesquisa (obtentores). A entidade congrega 537 produtores associados, 42 mil agricultores, 4,4 mil técnicos e 16,6 mil vendedores, além de gerar 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos. A entidade atua junto a membros das áreas de pesquisa, produção, multiplicação, beneficiamento, armazenamento e comercialização com o objetivo de obter uma representação mais forte e atuante do setor.

via Rosana Spinelli | Macchina

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pinhão-manso

O livro Pinhão-manso é o resultado de várias décadas de pesquisa sobre a cultura, com vistas ao conhecimento de seu potencial e de suas utilizações. Em seus 14 capítulos são abordados aspectos como melhoramento genético, sistemas de propagação, qualidade fisiológica de sementes, doenças e pragas, colheita e pós-colheita, extração do óleo e demais produtos. Participam desta edição autores da Epamig de várias instituições do Brasil, culminando numa publicação completa sobre o tema.

O pinhão-manso é bastante explorado em regiões áridas do Nordeste brasileiro e Norte de Minas Gerais, por ser uma espécie nativa, exigente em insolação e com forte resistência à seca. A Epamig e demais instituições pesquisam o pinhão-manso como alternativa agrícola para produção de óleo e subprodutos no âmbito da agricultura familiar, com vistas à diversificação da produção e aumento de renda para os produtores.

EPAMIG- Divisão de Gestão e Comercialização
Telefax: (31) 3489-5002
e-mail: publicacao@epamig.br
Páginas: 524
Preço: R$35,00

via Comunicação Epamig